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CONTANDO, VOCÊ ME DIZ QUE É MENTIRA... {SOBRE ROGER FEDERER/AO2017 E TOM BRADY/SB51}.

Talvez a razão pela qual os gregos interrompessem mesmo as guerras, quando chegava o momento dos esportes (das Olimpíadas – todo mundo sabe...) é que sabiam (filósofos e poetas “divinos” como eram) que milagres podiam acontecer e que, talvez, um ou outro “deus” ou “semideus” desse o ar da graça nos dias em que “a coisa estivesse rolando”. Bem, se você e eu pararmos pra pensar, foi o que aconteceu nesses dois últimos domingos: Roger Federer bateu Rafael Nadal, na final do Australian Open 2017 e “ the New England Patriots ”/Tom Brady venceram o Super Bowl 51. Foram – penso – duas das maiores vitórias no terreno individual e no coletivo, nos últimos 50 anos. “O que é que há demais, nisto tudo?!...” Meu caro... Você que não viu ambos os eventos não tem ideia do que significam, significaram e vão significar pro esporte, pelas próximas décadas... Vamos tentar entender o tamanho de tudo isso, um pouco. Roger Federer, aos quase 36 anos, bate seu maior rival (a qu...

Stephen King, George Martin e essa coisa de sair do corpo...

     Caso a gente pare para ler dois dos mestres meio gênios – “Steve” King e George R. R. Martin – e nos debrucemos sobre duas de suas pérolas literárias (“O Iluminado” e “Uma Canção de Gelo e Fogo”, respectivamente), vamos nos deparar com Danny Torrance e Brandon Stark.      O que é que há de especial neles? Bem, para dizer o mínimo e ir direto ao ponto: os dois “saem do corpo”!... Em contextos, por motivos e de formas diversas, ambos os personagens, vez por outra, dão um tempinho das coisas aqui da nossa crua realidade sensória e se vão para o que quer que haja para além da prisão de carne-sangue-ossos em que nos debatemos ao longo da vida.      De Brandon Stark (e considerando-se que metade do mundo inteiro e praticamente todo o hemisfério ocidental já viu o “Game of Thrones” by HBO, Daniel Beniof e D. Weis), a gente sabe que após ficar paralítico e em estado de coma, por várias semanas, o garoto começa a ter sonhos em...

"Super" luas, Kant e Campbell...

     É provável que a frase mais conhecida do talvez mais "difícil" filósofo do século XX (o singular e profundíssimo Immanuel kant*) seja esta: "Duas coisas me enchem constantemente de espanto: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim".      Como meio mundo de gente, ontem busquei ver a dita cuja "Superlua que não se verá nos próximos sei lá quantos e tantos anos".      Confesso que me atrasei e não cheguei à praia no horário em que eu imaginei que ela surgiria no horizonte (o fim da tarde, começo da noite - por óbvio). Assim, quando a vi cara a cara, já estávamos pelas 18:30hs e ela, branquinha, não me pareceu estar mais gorda ou mais alta do que há cerca de trinta dias (estava "um espetáculo", como sempre; mas não me pareceu haver nada de "Super" nela - perdoem-me se pareço chato).      Como eu, havia uma infinidade de pessoas (quase ninguém estava só): muitas famílias inteiras (não poucas com a ...

O SENTIMENTO DE CULPA... ("PENNY DREADFUL").

"(.  .  .) mas o homem é representado somente como caído no mal mediante a sedução, portanto, não corrompido desde o fundamento (inclusive segundo a disposição primeira para o bem), mas susceptível ainda de um melhoramento, em contraste com um espírito sedutor, i.e., um ser a que não se pode imputar a tentação da carne como atenuante da sua culpa; e assim ao homem que, além de um coração corrupto, continua ainda a ter uma boa vontade, deixou-se a esperança de um retorno ao bem de que se desviara." [1] O capítulo que encerra a segunda temporada dos "Centavos de Terror" [2] ("Penny Dreadful") foi - como deveria ser - o ápice do tema de toda a temporada: a culpa. Ao longo dos capítulos, vemos cada personagem ter de confrontar seus erros, suas falhas, as coisas mais graves que fez. A um, haver libertado a besta interior que deveria conter e assassinado dezenas; a outro, haver sacrificado o filho, em busca de descobertas geográficas. A este, haver...

"Grama verdinha", fins de mundo e água em Marte.

Como evidente espécime do gênero homo sapiens (agora, também demens 2  - conforme nos revelou Edgar Morin 3 ), desnecessário fazer qualquer esforço para provar que sou capaz de apreciar a beleza de um gramado verdinho, diante de casa. É quase idílica , a grama reluzente descansando ao sol matinal . No entanto... Por estas semanas, um dos canais fechados tem transmitido a impressionante série " O Planeta em Perigo " 4 . Nela, com dados científicos mais do que satisfatórios, imagens buscadas in loco , depoimentos demorados de cidadãos e ativistas locais, entrevistas com autoridades governamentais e científicas (e astros de Hollywood à frente da coisa toda - Don Cheadle , Matt Damon , Michael C. Hal , Harrison Ford etc.), é muito, muito difícil não chegar à mesma conclusão que o próprio nome da série nos aponta. O planeta em perigo... Num dos episódios que vi, mais recentemente, ficou demonstrado que o Iêmen deve ser o primeiro país do mundo a ficar completamente sem...

Grandes diálogos do cinema/2: "Casablanca".

Continuando meus "estudos" sobre diálogos marcantes cinema, um dos mais conhecidos: o final de "Casablanca". Se você não viu o filme, não veja o diálogo... Se viu, aproveite pra rever, com atenção. E pra você: qual diálogo do cinema foi marcante, em sua vida? Deixe a dica nos comentários, se quiser. Abração. @InacioFantino

"Você vai me desligar?" Nós, as máquinas e fins de mundo possíveis.

  "Você vai me desligar?" (máquinas e fins de mundo...). [1] Você já assistiu a "2001 - Uma Odisseia no Espaço" [2] , não? Não?!... Absurdo! :) É dos filmes que não se deve envelhecer sem ter visto [3] . Nesta obra prima, há um diálogo (não apenas um) impressionante entre os dois personagens principais; um deles, "Dave", está fora de uma nave espacial, querendo retornar para ela (trazendo o corpo de um outro cosmonauta "morto em ação"), enquanto o outro, "Hal", está dentro da nave. Vejamos a tensa conversa: Dave: Hello, HAL. Do you read me, HAL? HAL: Affirmative, Dave. I read you. Dave: Open the pod bay doors, HAL. HAL: I'm sorry, Dave. I'm afraid I can't do that. Dave: What's the problem? HAL: I think you know what the problem is just as well as I do. Dave: What are you talking about, HAL? HAL: This mission is too important for me to allow you to jeopardize it. Dave: I don't know wha...